A propósito, a disputa por uma outra vaga na Academia Brasileira de
Letras, aberta com a morte de João de Scantimburgo, teve seus movimentos
iniciais num almoço no paulistano La Casserole, na sexta-feira. À
mesa,Nélida Piñon, FHC, José Sarney e mais quatro pessoas.
No meio do almoço, Nélida foi avisada, por celular, que Scantimburgo
morrera. Ato contínuo, avisou Sarney, que puxou FHC e ela num canto.
Sarney convidou, ali mesmo, FHC a candidatar-se.
Nélida pediu um “de acordo” de FHC para que ela e Sarney pudessem levar o assunto aos outros acadêmicos. A dupla recebeu o o.k.
Nos dois dias em que se seguiram ao almoço em São Paulo, a movimentação
foi intensa. FHC já conta com votos de grandes eleitores da ABL. Eduardo
Portella, por exemplo, que estava com outro possível pretendente –
Carlos Guilherme Motta – converteu-se ao ex-presidente.
FHC teria, já garantidos, os votos de Celso Lafer, Paulo Coelho, Merval
Pereira, Geraldo Hollanda Cavalcanti, Antônio Carlos Secchin, Sergio
Paulo Rouanet, Alberto da Costa e Silva, Sábato Magaldi, Hélio
Jaguaribe, Marcos Villaça e José Murillo de Carvalho.
FHC quer ser candidato – ou melhor, quer ser imortal. Mas só entrará na
briga com a certeza da vitória. Não quer, a essa altura da vida, entrar
numa disputa como essa para perder. Não quer repetir JK. Até
quinta-feira, avaliará esses apoios.
Salvo alguma surpresa de última hora, a cadeira será oficialmente
declarada vaga na quinta-feira e, em seguida, chega à ABL uma carta de
FHC assumindo a candidatura.
Em resumo, o pai da candidatura de FHC acabou sendo Sarney com quem
esteve praticamente rompido a partir do final do seu governo. O motivo
foi a ação da PF que resultou na implosão da candidatura de Roseana
Sarney à presidência.
Fonte: Lauro Jardim
POSTADO POR:MARTINS POLÍTICA
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