Após selar um acordo com o
Ministério da Educação (MEC) para restringir a abertura de novos cursos
de direito, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pretende convencer o
governo a utilizar obrigatoriamente o rendimento dos alunos no exame da
classe como critério para impedir a abertura de vagas nas faculdades. A
lei vigente determina que a posição da entidade seja consultada apenas
em caráter opinativo.
E
a OAB destaca que, por não ouvir seus pareceres sobre instituições mal
avaliadas, o MEC acabou permitindo que o número de estudantes de direito
aumentasse, mesmo com o resultado no teste sendo abaixo do recomendado —
apenas um em cada 10 consegue aprovação. Dados do Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) indicam que são criadas em
média 30 mil vagas de ensino jurídico anualmente no país. O salto foi de
75% em 10 anos.MARCOS DANTAS
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