Um ex-prefeito da cidade de Itatira, no Ceará, é apontado
como o líder do grupo de pessoas envolvidas e investigadas na Operação
Cactus, desencadeada na quinta-feira em quatro estados do país,
inclusive Rio Grande do Norte. A informação é da Controladoria Geral da
União (CGU), que atuou em conjunto com a Polícia Federal no cumprimento
dos mandados de busca e apreensão.
Segundo a CGU, o ex-prefeito “agia como lobista cuja atuação junto a
prefeituras do estado do Ceará e de outras unidades da federação visava a
facilitar a obtenção de recursos federais, na forma de convênios ou
contratos de repasse, inclusive mediante emendas parlamentares”.
Ainda de acordo com a Controladoria, o grupo “infiltrava-se nos
órgãos federais repassadores dos recursos, mediante a obtenção de apoio
de servidores públicos e a participação de outros agentes, com o intuito
de garantir os repasses para os projetos e prefeituras de interesse do
grupo e de evitar que esses projetos passassem por acompanhamento e
fiscalização, como forma de garantir a ocultação de irregularidades e
fraudes”.
Durante a investigação, foi detectado o gerenciamento e montagem dos
processos junto a prefeituras do Ceará. Além disso, houve simulação de
licitações com uso de empresas controladas pelo grupo. “As apurações
realizadas constataram o enriquecimento desproporcional dos diversos
participantes da quadrilha, dentre os quais se destacam o mentor do
esquema, seu filho e sua principal assistente”, informa a CGU.
No Rio Grande do Norte, uma equipe da Polícia Federal cumpriu mandado
de busca e apreensão na casa do ex-diretor-geral do Departamento
Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Elias Fernandes. De lá,
saíram com alguns documentos que serão analisados posteriormente.
Portal No ArFONTE:ROBSON PIRES
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