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Do
UOL - A família do ex-presidente do PT José Genoino está inconformada
com o tratamento que o réu condenado no julgamento do mensalão vem
recebendo dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde
está preso desde o último sábado (16). Filha e mulher de Genoino alegam
que a lei que deveria ser aplicada a ele, de regime semiaberto, não é
cumprida. Segundo elas, o petista recebeu o tratamento destinado apenas
para criminosos de alta periculosidade, como a revista sem roupas feita
por agentes penitenciários e a obrigatoriedade de usar uniforme
carcerário.
“Meu pai passou todo esse tempo bebendo água de
torneira”, revelou Miruna, filha do ex-presidente do PT, durante
entrevista à jornalista Hylda Cavalcanti, no programa Correio Debate da
98 FM Rede Correio. Segundo ela, Genoino só passou a receber água
mineral depois dos apelos do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro
do PT Delúbio Soares, aos agentes na madrugada desse domingo (19). Eles
também foram condenados e presos.
A mulher de Genoino, Rioco
Kayano, reclama porque o marido está submetido às regras do regime
prisional fechado, como não poder receber visitas sem horários
determinados durante o dia. "Não nos conformamos com o fato de Genoino,
Delúbio e Dirceu terem sido condenados em regime semiaberto e colocados
nesse lugar por uma série de atropelos, submetidos a todas as regras
(...) Eles deveriam ter direito a todas as regras de um regime
semiaberto, como receber visita durante o dia em qualquer horário",
disse. Genoino só recebeu visita da mulher e dos dois filhos nessa
segunda-feira (18). Segundo Kayano, o marido teve que ficar mais de
quatro horas em pé no dia em que foi preso e reclama que "eles chegaram
às 22h e foram dormir às 2h da madrugada, porque todos os objetos teriam
que ser catalogados; receberam uniformes de carcerários e foram
revistados sem roupas. Eles não têm o perfil dos traficantes, de pessoas
perigosas do PCC, mas foram submetidos à mesma forma de tratamento".
Para Miruna, "não existiu qualquer preparação e preocupação com a saúde"
de Genoino. Ela chegou classificar o tratamento recebido pelo pai como
"o pior do que aquele vivido na época da ditadura, quando, ao menos os
presos podiam receber cartas".
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