Redigido por Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência
da República, o documento afirma que o partido é “prisioneiro de um
sistema eleitoral que favorece a corrupção”. Ele foi mostrado ao
Diretório Nacional do partido na última segunda-feira, em reunião
realizada em São Paulo. O texto ainda poderá ser modificado por emendas.
Sem citar o mensalão, o PT levanta a bandeira da ética como forma de
fazer um contraponto ao escândalo que atingiu o partido e volta a
defender uma ampla reforma política. Após os protestos de junho, Dilma
Rousseff sugeriu ao Congresso a realização de um plebiscito sobre o
assunto, mas foi derrotada.
De acordo com o PT, o financiamento público exclusivo de campanha é o
principal passo a ser dado no rumo de uma reforma política. O documento
faz ainda uma dura crítica ao Poder Judiciário ao afirmar que o
“sistema judicial é lento, elitista e pouco transparente” e diz ainda
que ele tem sido “permeado por interesses privados”.
Tags:corrupção
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