Como são 513 deputados, a oposição ao presidente
Temer terá que reunir 342 votos na Câmara. A Constituição estabelece que
denúncia contra presidente da República só pode ser transformada em
processo no STF se houver aprovação com o voto desse número de
deputados.FONTE: ROBSON PIRES

Por Agência O Globo
SÃO PAULO – Os
ex-procuradores-gerais da República Claudio Fonteles e Antônio Fernando
de Souza, além do ex-diretor geral da Polícia Federal Luiz Fernando
Corrêa, negaram qualquer tentativa de obstrução de investigações
realizadas durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
Em depoimento concedido ao juiz Sergio Moro na manhã desta
quarta-feira (14), por meio de videoconferência, eles afirmaram
desconhecer, à época em que ocupavam os respectivos cargos, os nomes de
Nestor Cerveró, Paulo Roberto da Costa e Renato Duque.
Os três foram testemunhas de defesa no processo em que o petista é
acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de pedir propina à
Odebrecht, como um apartamento vizinho ao que mora atualmente, em São
Bernardo do Campo (SP), e um prédio que sediaria o Instituto Lula, em
São Paulo.
“De 2003 a 2005 eu fui vice-procurador-geral eleitoral e o
procurador-geral era o Claudio Fonteles. Nesse período, e depois dele,
jamais tive qualquer conhecimento sobre esse homem”, respondeu Antônio
Fernando de Souza quando indagado sobre Nestor Cerveró.
A fala de Souza corrobora a versão dada por Fonteles sobre o
ex-diretor da Petrobras: “Não, nem conhecia esse nome. Nunca o vi. Soube
quem era apenas agora, recentemente.”
Questionado sobre ter tomado conhecimento de fatos que “indicassem
prática de ato ilícito” de Renato Duque, Fonteles afirmou que, além de
desconhecer o ocorrido, qualquer atitude seria além de sua competência.
“Não, até porque não me competeria tomar conhecimento disso. São pessoas
destituídas de prerrogativa de função. Uma coisa que sempre preservei é
a independência funcional. Essas pessoas citadas pelo senhor não
dependem do controle de função, então não caberia ao procurador-geral
qualquer atitude.”

Ex-diretor geral da Polícia, Luiz Fernando Corrêa detalhou como
governo teria contribuído para aprimorar o combate à criminalidade,
ampliando os recursos em crimes de lavagem de dinheiro. “A polícia vinha
num processo evolutivo e o que fizemos foi potencializar essa evolução
da Polícia Federal otimizando todo o legado da gestão do doutor Paulo
Lacerda [ex-diretor da PF]. Um dos primeiros atos nossos foi tranferir
para o âmbito interno da PF, descentralizar uma capacidade que estava
nos órgãos centrais em Brasília.”
As três testemunhas confirmaram o que já haviam declarado em
depoimentos anteriores ao juiz Sergio Moro, ainda este ano, em processo
que investiga o caso do tríplex do Guarujá.
LULA DEFENDE MUDANÇA NO MODO DE ESCOLHA DE MINISTROS DO STF

Josias de Souza
O
prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves foi visto pelo soldado Vasco
entrando no gabinete do ex-presidente do Tribunal de Justiça,
desembargador Claudio Santos.


O
partido Solidariedade no Rio Grande do Norte vai construir uma
candidatura própria de Senado Federal para as eleições de 2018. A
decisão foi tomada agora na tarde do último final de semana, em uma
reunião que contou com mais de 50 membros do partido no Hotel Thermas,
em Mossoró.
Estadão Conteúdo





















