Os três principais “desertores” do núcleo duro de apoio
ao governo são do PSD, o partido que seu criador, Gilberto Kassab,
definiu como “nem de esquerda, nem de direita, nem de centro”.
João Lyra (AL), Fábio Farias (RN) e Ademir Camilo (MG) se comportaram como aliados fidelíssimos em 2011, ano em que o PSD foi fundado, com taxas de apoio de 95%, 96% e 96%, respectivamente. Em 2013, os índices caíram para níveis próximos a 45% – menos da metade.

João Lyra (AL), Fábio Farias (RN) e Ademir Camilo (MG) se comportaram como aliados fidelíssimos em 2011, ano em que o PSD foi fundado, com taxas de apoio de 95%, 96% e 96%, respectivamente. Em 2013, os índices caíram para níveis próximos a 45% – menos da metade.
Parlamentares retomam trabalho com longa lista de votações
Na volta do recesso branco esta semana, deputados e
senadores têm uma longa lista de votações. A pauta começa a ser definida
em várias reuniões de bancadas e líderes previstas para esta
terça-feira (6). Entre as matérias que dependem de análise em sessão
conjunta do Congresso, os parlamentares já vão encontrar a pauta
trancada por dezenas de dispositivos vetados pela presidenta Dilma
Rousseff.
Na lista estão temas polêmicos que prometem encher as galerias do
plenário, como os vetos ao projeto de lei sobre o Ato Médico (Lei
12.842/13), o veto total ao Projeto de Lei Complementar 200/12, que
extinguia a multa de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS) de trabalhadores em casos de demissão sem justa causa, e o
veto à Lei Complementar 143/13, que trata da distribuição dos recursos
do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Sem a votação de todos esses vetos, que devem ser apreciados em
sessão convocada para o dia 20 de agosto, o Congresso não pode avançar
na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deveria ter sido votada
até 17 de julho. Ela serve como base para a elaboração da proposta do
Orçamento Geral da União que deve ser enviada pelo Executivo ao
Congresso até o dia 30 de agosto. Caso a LDO não seja votada a tempo, a
peça orçamentária terá que ser feita com base na do ano passado.
Fora a pauta conjunta, os deputados precisam concluir a votação do
projeto de lei que destina recursos dos royalties do petróleo para
educação e saúde (PL 323/07). Quatro destaques apresentados ao texto têm
urgência constitucional e trancam a pauta. A votação de um marco
regulatório para a mineração – PL 5.807/13 – é outra matéria importante
que vai exigir muita negociação entre os deputados. A expectativa é que a
tramitação em regime de urgência seja derrubada para que uma comissão
mista debata o tema antes da votação em plenário, prevista para o final
de outubro.
Tags:votações
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