O ex-ministro José Dirceu (PT-SP) apresentou à Justiça um novo pedido para trabalhar fora da prisão.
Conforme petição enviada à Vara de Execuções de Brasília, ele teve
uma oferta de emprego do escritório do advogado José Geraldo Grossi.
Grossi afirma que quer contratar o petista por um salário de R$ 2.100 para cuidar da biblioteca de sua banca.
Um dos mais renomados profissionais de Brasília, ele é amigo de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e tem bom trânsito na corte.
Um dos mais renomados profissionais de Brasília, ele é amigo de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e tem bom trânsito na corte.
Em carta enviada ao advogado de Dirceu, José Luis Oliveira Lima,
Grossi diz: “Acaso consentido o trabalho para seu cliente, em nosso
escritório ele se encarregará da organização e manutenção da biblioteca
jurídica, da eventual pesquisa de jurisprudência e de colaboração na
parte administrativa”.
O horário de trabalho, ainda de acordo com a correspondência, “é corrido, de 8h às 18h”. José Dirceu disporia também de tempo para almoçar, “entre 12h e 14h, alternadamente”.
O horário de trabalho, ainda de acordo com a correspondência, “é corrido, de 8h às 18h”. José Dirceu disporia também de tempo para almoçar, “entre 12h e 14h, alternadamente”.
Aos 81 anos, Grossi já atuou profissionalmente em alguns dos mais notórios escândalos políticos do país.
Ele defende, por exemplo, o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) na ação penal 536, que trata do chamado mensalão do PSDB.
Ele defende, por exemplo, o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) na ação penal 536, que trata do chamado mensalão do PSDB.
COLÔNIA
Dirceu foi condenado a 7 anos e 11 meses pelo crime de corrupção
ativa e por isso cumpre pena no regime semiaberto. Segundo o Código
Penal, têm direito ao semiaberto presos não reincidentes condenados a
mais de quatro anos de prisão e menos de oito anos.
Em tese, os presos devem trabalhar em colônias penais ou agrícolas ou
em estabelecimentos similares, mas também é possível estudar e
trabalhar fora da prisão, se o juiz assim o permitir.tags:advocacia
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