A decisão de corte dos supersalários no Senado chegou a
reduzir em R$ 30,7 mil a remuneração de uma única servidora, o que
revela as distorções dos pagamentos no Congresso Nacional até o Tribunal
de Contas da União (TCU) determinar o cumprimento do teto
constitucional.
O Senado é uma caixa-preta e não informa a relação dos maiores cortes
na folha de pagamento de outubro, quando começou a ser cumprida a
decisão do TCU. A reportagem do GLOBO identificou, no entanto, algumas
das principais reduções.
A assessora legislativa Sarah Abrahão, 86 anos, que ocupa uma função
de confiança na Secretaria Geral da Mesa, deixou de receber os R$ 17,1
mil pagos até setembro pelo desempenho do cargo comissionado. Sarah já é
aposentada do Senado e, em razão de diversas vantagens salariais
acumuladas, tem a aposentadoria abatida em outros R$ 13,6 mil para se
adequar ao teto. A redução, portanto, soma R$ 30,7 mil, valor superior
ao próprio teto de R$ 28 mil, que é a remuneração paga a um ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF).
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