O Ministério Público do Rio Grande do Norte ofereceu denúncia na quarta-feira (30) contra a ex-prefeita de Natal, Micarla Araújo de Sousa Weber,
e outras 29 pessoas pelo crime de peculato. Além da ex-prefeita, foram
denunciadas pelo mesmo crime o ex-marido dela, Miguel Weber; o
ex-secretário de Saúde de Natal, Thiago Trindade; e o ex-procurador do
município, Alexandre Magno Alves. O juiz da 7ª vara Criminal de Natal,
José Armando Ponte Dias Júnior, ainda não decidiu se acata ou não a
denúncia do MP.
Na tarde deste sábado (2), o G1 conseguiu falar com o advogado Flaviano Gama, que defende Micarla. Ele disse que a ex-prefeita está tranquila e que será inocentada ao final do processo.
O crime de peculato – artigo 312 do Código Penal Brasileiro – é
cometido quando o funcionário público se apropria de “dinheiro, valor ou
qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em
razão do cargo, ou desvia, em proveito próprio ou alheio”. A pena
prevista é de reclusão de dois a doze anos, e multa. Além de peculato,
algumas pessoas foram denunciadas por corrupção ativa e outros por
corrupção passiva.
A denúncia é assinada pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público de Natal, Emanuel Dhayan Bezerra, e foi protocolada no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte na quarta-feira (30).
A data da denúncia coincide com a véspera do afastamento de Micarla de Sousa da prefeitura de Natal. O G1 também
tentou entrar em contato com o representante do Ministério Público, mas
ele também não atendeu, nem retornou os telefonemas.
A ex-prefeita foi afastada no dia 31 de outubro de 2012 por decisão
do desembargador Amaury Moura, a pedido do então procurador-geral de
Justiça, Manoel Onofre Neto. Em 27 de junho do ano passado, o MP
deflagrou a operação Assepsia. O objetivo era investigar fraudes no
processo de licitação que contratou o Instituto Pernambucano de
Assistência e Saúde (IPAS), o Instituto de Tecnologia Capacitação e
Integração Social (ITCI) e a Associação Marca pela Secretaria de Saúde
de Natal.
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