Mesa Diretora da Câmara vai se reunir na próxima semana para definir destino político do petista mas a pessoas próximas, deputado já fala em deixar o mandato
Pressionado pela expedição de seu mandado de prisão, o deputado
federal João Paulo Cunha (PT-SP) já cogita renunciar ao mandato,
conforme pessoas próximas ao parlamentar. Condenado pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) a 9 anos e 4 meses de prisão nos crimes de
corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro durante o julgamento
do mensalão, Cunha começará a cumprir 6 anos e 4 meses da pena a partir
desta terça-feira.
Nesta terça-feira, por volta das 16h30, a Mesa Diretora da Câmara
recebeu o documento do Supremo Tribunal Federal confirmando o início da
execução da pena contra Cunha. A tendência é que na próxima
quarta-feira, a Mesa da Casa já realize uma reunião para definir o
destino do parlamentar. Pela decisão do Supremo, a Câmara é obrigada a
determinar a perda de mandato do parlamentar.
Apesar disso, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)
ainda não definiu se abrirá um processo de cassação ou se vai apenas
homologar a perda de mandato contra Cunha. Conforme interlocutores,
Alves deve pressionar o petista a renunciar o mandato – como fizeram os
deputados José Genoino e Valdemar Costa Neto – antes de tomar qualquer
providência nesse sentido.
Já ciente das pressões, principalmente de colegas na Câmara, Cunha já
cogita entregar o mandato. Segundo interlocutores, ele avalia que os
prejuízos políticos serão muito maiores se ele for obrigado a passar por
um processo de cassação. Até esta segunda-feira, Cunha falava que
pretendia resistir e manter o mandato, mesmo preso.
Nesta segunda-feira, Cunha chegou a participar de um almoço em frente
ao Supremo Tribunal Federal e classificou o julgamento como uma
“farsa”. “Essa agonia não vai parar enquanto não se estabelecer a
verdade. Então, não é somente através dessas manifestações, mas também
da revisão, da busca em organismos internacionais e da própria história
que se vai mostrar que isso aqui é uma farsa”, disse na ocasião o
parlamentar.
Durante esta terça-feira, Cunha já imaginava que poderia ser preso a
qualquer momento, tanto que ficou em seu apartamento funcional em
Brasília e recebeu vários amigos e correligionários.
Fonte:IG
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