A
má qualidade do sono em idosos prejudica o armazenamento de memórias,
foi o que concluiu um estudo realizado pela Universidade da Califórnia,
nos Estados Unidos. O sono tem, entre outras finalidades, a capacidade
de proporcionar um funcionamento eficaz para o cérebro. De acordo com o
neurologista do Hospital Santa Luzia, Dr. Ronaldo Maciel Dias, o cérebro
é um órgão que funciona exatamente como um computador. “Ele consome
bastante energia e necessita ser desligado e reiniciado para sedimentar
informações e conhecimentos adquiridos”, explica.
“O estudo foi realizado com a finalidade de estabelecer uma relação
entre distúrbios do sono, alterações estruturais do cérebro e maior
declínio da memória remota no idoso”, relata o neurologista. As ondas
cerebrais lentas geradas durante o sono profundo exercem a função de
transportar memória do hipocampo, região onde são armazenadas as
memórias de curto prazo, para o córtex pré-frontal, responsável por
armazenar memórias de longo prazo. De acordo com os pesquisadores, há a
suspeita de que anormalidades da estrutura do sono exerçam papel central
em doenças neurodegenerativas.ROBSON PIRES.
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