A polêmica em torno do tamanho da folha
de pagamento do Estado não tem levado em consideração um quesito pra lá
de importante: o das decisões judiciais.
Foram muitas no governo Rosalba Ciarlini.
Decisões que obrigaram o governo a contratar concursados, a reajustar salários, a aplicar planos de cargos e salários.
Tudo por força da lei.
Daí a folha gorda, a ponto de explodir.
Só na área da Saúde, o governo nomeou mais de 1.600.
E se tem mais ações em pauta, a caminho, o futuro governo que se prepare para o impacto da folha.
VICE- GOVERNADOR FÁBIO DANTAS DIZ QUE ROBINSON TOMARÁ MEDIDAS IMEDIATAS PARA A POPULAÇÃO NOTAR QUE O NOVO GOVERNO CHEGOU
Com o governador eleito Robinson Faria
em São Paulo, para um encontro de família em torno do neto Pedro, filho
do deputado Fábio Faria e da apresentadora Patrícia Abravanel, coube ao
vice-governador eleito Fábio Dantas participar da festa da vitória no
município de Cruzeta, ontem à noite.
A festa foi organizada pelo ex-prefeito José Sally.
Em entrevista ao repórter José Wilson,
da Rádio Cabugi do Seridó, já na madrugada de hoje, o vice de Robinson
falou sobre os planos do governo e sobre as dificuldades que ele e
Robinson já sabiam que iriam encontrar.
Eis a entrevista que foi ao ar agora à tarde na região do Seridó.
À primeira vista, como será o inicio do governo Robinson Faria?
Fábio Dantas – Deve
ser marcado por medidas iniciais de muita reponsabilidade. O estado do
RN passa por muitas dificuldades, nós conhecíamos as dificuldades antes
de sermos eleitos. Porém, agora, a gente pôde adentrar melhor no
orçamento que chegou à Assembleia Legislativa, e que além das
dificuldades pretéritas, existe a questão de no próximo ano um orçamento
com déficit na folha de pagamento de mais de um bilhão de reais, e nós
vamos ter que nos debruçar com excesso de arrecadação para poder suprir
essa deficiência já no ano de 2015.
Com a
situação de caos em que se encontram a Segurança, Saúde e Educação do
estado, de qual o senhor, como coordenador da transição está começando a
ter ciência?
Fábio Dantas - Ainda
não recebemos os dados das secretarias nem do Gabinete Civil da
governadora. Mas, a princípio, o que a gente vê é que precisamos fazer
uma ampla reforma na forma de fazer um gerenciamento na coisa pública a
partir de 1º de janeiro. Estamos serenos do que queremos, mas precisamos
se debruçar mais sobre os dados mais concretos, para sabermos as
dificuldades reais do RN a partir do resultado dessa transição.
O futuro governador tem dito
que começará a mostrar resultados positivos na Saúde, Educação e
Segurança nos primeiros dias de governo. Como o senhor, pela sua
experiência na política e no serviço público, encara este propósito do
futuro governo? O senhor já se deparou com problemas sem solução
imediata?
Fábio Dantas - O
governador Robinson tem o anseio de todos os Norte-rio-grandenses;
melhorar a qualidade de vida do nosso povo e os serviços públicos de
forma eficiente para a população. Acredito que os problemas que temos
que enfrentar são problemas realmente que demandam um trabalho maior.
Mas, as primeiras medidas, que são elas que darão a cara do governo nos
primeiros dias, são medidas que faremos independente da situação
pretérita. Vamos olhar pra o futuro e fazer essas medidas nos primeiros
dias, colocando nas ruas o sentimento de que o governo chegou.
O fato do chefe da Casa
Civil, que tem notoriamente a condição de inabordável, ter pedido cinco
dias de prazo para responder as primeiras indagações da equipe de
transição lhe parece dificuldade para que todas as informações
solicitadas sejam atendidas no tempo necessário para estudos?
Fábio Dantas - Ele
disse até cinco dias e a gente espera que quanto mais rápido as
informações chegarem, mais rápido vamos poder respondê-las. Já demos as
primeiras solicitações de informações e esperamos que em pequeno espaço
de tempo ele possa nos trazer essas informações. Mas, já nos cercamos
da equipe técnica que está conosco, já conseguimos muitas documentações
nos portais da transparência, CIAV e CICONV.
A confirmação ou não é do
governador, mas o senhor admite que a delegada Kalina Leite possa ser a
próxima e a primeira mulher a ocupar a Secretaria de Segurança Pública e
Julianne Faria a área social do governo?
Fábio Dantas - Já
conversei com Robinson e não existe nenhum nome definido para nenhuma
secretaria. A delegada Kalina é um nome preparado para qualquer
exercício no governo e Julianne, além de esposa do governador, teve uma
participação fundamental na campanha e no ponto de vista social, foi
muito forte, e também reúne condições para exercer qualquer cargo. Mas,
não houve dentro da nossa conversa inicial nenhuma definição de nomes.
Qualquer pessoa pode fazer parte do secretariado, eu externei ao
governador que alguns nomes, 3 ou 4, poderiam ser anunciados na hora que
tivesse, para poder ajudar na equipe de transição.
O senhor está sendo, pelo
fato de ser atualmente deputado estadual e bom articulador, a pessoa que
terá participação de destaque na sucessão da presidência da Assembleia?
Qual a disposição do governo e sua bancada?
Fábio Dantas - O
governador disse que a decisão da presidência da Assembleia é uma
decisão interna daquela Casa. Estou lá no dia-a-dia e vejo as
movimentações dos deputados na busca de criarem condições de serem
candidatos. Hoje posso dizer que os deputados Álvaro Dias, Gustavo
Carvalho, Ezequiel Ferreira e Ricardo Motta despontam como pretensos
candidatos, e sabemos que qualquer um deles tem condições de presidir
aquela Casa.
Existe realmente a tendência do governador eleito não interferir no processo sucessório da Assembleia?
Fábio Dantas - A
principio ele diz que não, mas ninguém sabe, faltam três meses para a
eleição. Eu acredito que ao se aproximar mais não haverá disputa, será
uma eleição de consenso. O candidato que apresentar melhores condições
de ganhar, os outros seguirão, geralmente é assim na Assembleia, até
para evitar o desgaste da Casa e dos deputados.
Poderia ser essa posição, um aceno de desejo de bom entendimento e respeito às decisões dos deputados?
Fábio Dantas - Com
certeza. Eu faço parte da Assembleia e antes de ser vice-governador,
sou deputado e participei desse mandato. Pude ver a importância que a
Casa tem e principalmente a harmonia que tem entre os poderes, é
essencial o bom funcionamento da Assembleia Legislativa, do judiciário e
ministério público, são eles o instrumento de uma sociedade mais justa.FONTE:G1 ESTADO RN
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