A alta de preços dos combustíveis deve dar algum fôlego para a empresa que tem um dos maiores planos de investimento do mundo corporativo
A Petrobras informou no início da noite
desta quinta-feira que reajustará o preço de venda da gasolina em 3% e o
do diesel em 5% nas refinarias, a partir da 0 hora desta sexta-feira.
Em comunicado ao mercado, a estatal informou que “os preços da gasolina e
do diesel sobre os quais incide o reajuste anunciado não incluem os
tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS”.
O reajuste era amplamente esperado pelo
mercado e deve dar algum alívio para o caixa da estatal, mas pressionar a
inflação que já está rondando acima do teto da meta do governo em doze
meses.
O reajuste, que terá impacto na bomba de
combustível, foi divulgado após a Petrobras ter indicado em notas, na
terça-feira e na quarta-feira, que não havia decisão quanto ao aumento
de preços. Este é o primeiro aumento dos combustíveis desde novembro de
2013, quando a gasolina subiu 4%, e o diesel, 8%. A expectativa é de que
o reajuste fosse anunciado após a reunião do Conselho de Administração,
realizada em Brasília, na terça-feira, o que não aconteceu embora o
governo tivesse autorizado o aumento dos preços.
A alta de preços dos combustíveis deve
dar algum fôlego para a empresa que tem um dos maiores planos de
investimento do mundo corporativo, com dívida crescente, fator que levou
a agência de classificação de risco Moody’s a rebaixar o rating da
Petrobras em outubro.
A política de preços da Petrobras prevê
reajustes anuais capazes de equilibrar os valores cobrados no Brasil com
aqueles praticados no exterior. Desde 2012, contudo, os reajustes são
alvo de intensos debates no Palácio do Planalto. Primeiramente, foram
represados como forma de conter o avanço inflacionário. Mas, diante dos
prejuízos bilionários que a empresa passou a acumular com o
congelamento, o governo se viu obrigado a autorizar reajustes, ainda que
moderados. Sem a elevação dos preços, é a diretoria de Abastecimento da
estatal que absorve a diferença entre os valores pagos com a importação
de gasolina e aqueles cobrados no Brasil.
Na teoria, a política de preços da
estatal deve ser definida por sua diretoria executiva, e passa por
aprovação do Conselho de Administração. Contudo, na prática, como a
elevação está fortemente ligada ao avanço da inflação, a decisão deixou
de ser técnica e se tornou política.
Fonte:PortalJH
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