sábado, 8 de novembro de 2014


Seis deputados estaduais disputam a presidência da Assembleia Legislativa do RN

Ricardo Motta, Gustavo Carvalho, Alvaro Dias e José Adécio são alguns dos candidatos a presidir Legislativo

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A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do RN está marcada para o início de fevereiro. Será a primeira ação da nova legislatura. Contudo, desde já, essa disputa está tomando os bastidores da política potiguar, principalmente, porque o cenário ficou totalmente indefinido após a derrota do candidato do PMDB, Henrique Eduardo Alves, e a vitória de Robinson Faria, do PSD. Seis deputados estaduais eleitos têm chances de assumir a cadeira de presidente, atualmente ocupada por Ricardo Motta (PROS). No entanto, agora, a concorrência aumentou e a reeleição está ameaçada. Álvaro Dias segue candidato e nomes como Ezequiel Ferreira (PMDB), Gustavo Carvalho (PROS), Galeno Torquato (PSD) e José Adécio (DEM) ganharam força.
Ex-presidente da Assembleia, Álvaro Dias é um dos que já tenta articular sua volta ao cargo de chefia do Legislativo Estadual, mas sofre para conseguir a unidade do próprio partido, uma vez que Ezequiel Ferreira também pode ser candidato e, aparentemente, goza de maior simpatia por parte dos eleitos pelo PMDB – e de outros partidos.
Nenhum desses três, no entanto, tem a seu favor o fato de ter sido aliado de Robinson Faria. Galeno, Gustavo e José Adécio sim – estes dois últimos, só no segundo turno. Galeno teve a candidatura lançada esta semana, com o apoio do prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior. Ele, porém, não tem poder de voto na Assembleia e, dessa forma, Galeno teria poucas chances de, sendo um novato na Casa, conseguir agregar forças suficientes para se eleger.
Gustavo Carvalho seria o nome mais forte dos que estão do lado de Robinson. Contudo, a eleição dele é vista com maus olhos por alguns setores da Casa. Primeiro pela repercussão interna: Gustavo foi eleito com o apoio de Ricardo Motta e se lançaria candidato, justamente, contra o atual presidente. Além disso, ele também não é unanimidade nem dentro do próprio PROS e poderia não conseguir nem mesmo viabilizar todos os votos do partido, levando a sigla a ficar dividida e, até, na oposição a Robinson Faria.

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