Por ordem do juiz Mauro Baldini, o deputado
federal João Lyra (PSD-AL) – congressista mais rico do Brasil – está
proibido de entrar nas próprias empresas, que estão sob decreto de
falência do Tribunal de Justiça. Ele é acusado de intimidar os gerentes
da massa falida das companhias em Alagoas e Minas Gerais. Segundo o
magistrado, Lyra teria invadido, no último dia 7, entre 17h e 18h, o
escritório das empresas no bairro de Guaxuma e ameaçado o administrador e
gestor da massa falida Carlos Benedito Lima Franco e o gestor Felipe
Carvalho Olegário. “Esse processo vai virar criminal”, disse o deputado,
o que foi interpretado como ameaça de morte. O fato foi denunciado à
Polícia Civil e formalizado em boletim de ocorrência.
Em Minas Gerais, segundo relato dos dois,
funcionários demitidos no dia 19 de março pelos administradores da massa
falida invadiram o escritório da unidade e retiraram documentos e
equipamentos, a mando de João Lyra. “A presença do Sr. João Lyra nos
estabelecimentos da empresa tornou-se nociva às atividades
No final de abril, o mesmo juiz determinou o corte de 30% do salário do
parlamentar – que tem uma fortuna declarada ao Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) de R$ 200 milhões – para pagar a dívida de um único
processo trabalhista. A dívida total alcança R$ 2 bilhões.
Os principais credores do parlamentar federal
– que responde ainda a uma ação penal por crime ambiental – são os
bancos Calyon (Londres), Alcotra (Bélgica), Natixis (França) e Banco do
Nordeste (Brasil).FONTE:G1

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