quinta-feira, 15 de maio de 2014

ROSALBA NÃO ACREDITA EM IMPEACHMENT E QUER DAR UMA RASTEIRA EM HENRIQUE E ROBINSON


O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral vai voltar a discutir um tema que a governadora Rosalba Ciarlini custa a digerir: sua inelegibilidade.
No último processo contra a prefeita afastada Cláudia Regina, que terá o recurso julgado na terça, como está na pauta do TRE, a governadora Rosalba Ciarlini está incluída. E, se o TRE entender assim, ela pode ser considerada inelegível mais uma vez. Aí serão dois processos dependentes da Corte Eleitoral superior a julgar os méritos.
A inelegibilidade é apenas um dos fantasmas que rondam a governadora Rosalba, que diz confiar na justiça.
Outro fantasma é o do impeachment que ronda os corredores da Assembleia Legislativa. Com a vida pautada por “dedicação e honestidade”, Rosalba diz não temer o que vem contra ela.
Na entrevista que continua ela fala do impeachment, da inelegibilidade e dos seus mais ferrenhos adversários na campanha que começa: Robinson Faria e Henrique Alves, personagens que fizeram parte de sua história nos últimos 3 anos, e que de repente viraram páginas e tentam hoje ocupar o lugar que é dela…e que, com o apoio deles, poderia continuar sendo dela. Como combinado lááá atrás…

Thaisa Galváo – Governadora, o Marcco (Movimento anti-corrupção), entregou à Assembleia Legislativa um pedido de impeachment para ser analisado. A senhora considera que praticou algum crime ao ponto de sofrer um impeachment?
Rosalba Ciarlini – Olhe Thaisa, em toda minha vida pública – fui presidente da Unimed 3 vezes, durante 12 anos gestora do único pronto-socorro de Mossoró, prefeita 3 vezes, senadora e agora governadora. Sempre minha vida foi de trabalho, dedicação e muita honestidade. Então eu tenho a consciência tranquila do meu trabalho sério em busca de um Rio Grande do Norte que estamos corrigindo. Há uma série de questões necessárias que estamos ajustando. Muitas vezes fazendo muito mais do que poderíamos. Mas vamos aguardar a avaliação que fará a Assembleia Legislativa.
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TG – A senhora acha que, por ser um ano eleitoral, a questão política vai interferir na decisão da Assembleia?
RC – Não, de maneira nenhuma. Confio na responsabilidade dos nossos representantes na Assembleia. Entendo que a decisão não será política.
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TG – A senhora acha que o apelo do Marcco pode ser consequência do problema hoje existente entre o Governo do Estado e os Poderes?
RC – O Governo fez um esforço grande quando teve uma queda na receita. Não foi só o Rio Grande do Norte, foram todos os estados que tomaram medidas de economia para superar o momento. Assim como o governo federal, nós também fizemos readequações. O Orçamento votado é uma previsão. Se essa previsão não se confirma tem que haver uma readequação. Começamos o ano e quando chegou junho houve queda de receita. Estávamos no segundo ano da seca, FPE caindo em função de medidas do governo federal. Para fazer a readequação chamamos o presidente do Tribunal de Justiça, o representante do Ministério Público…
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TG – Mas eles dizem que não foi combinado, que o Governo fez tudo sozinho…
RC – Pessoalmente chamei cada um e comuniquei que nós iríamos precisar fazer a readequação em função da queda da receita. Quanto a percentuais isso passou para a Tributação. Se houve pensamentos diferentes, isso faz parte do debate.
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TG – A senhora não se arrependeu?
RC – Era necessário. Se não tivesse tomado talvez não estivesse pagando o funcionalismo.
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Thaisa Galvão – Governadora, o seu vice, rompido politicamente com a senhora, é pré-candidato ao Governo. Ele representa uma ameaça ao seu projeto de reeleição?
Rosalba Ciarlini – risos… Não queria falar de política.
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TG – Como está sua relação hoje com o deputado e pré-candidato ao Governo, Henrique Alves?
RC – Na realidade…Henrique não foi nosso aliado na campanha. Mesmo assim após eleição pedi pra ele me acompanhar numa audiência com a presidente Dilma. Foi quando fomos tratar da questão do aeroporto de São Gonçalo. Foi naquela audiência, em janeiro, que ficou confirmado o leilão que resultou no aeroporto quase pronto que está aí. Nunca tive dificuldade por ele ser de uma coligação que não era a minha. No decorrer dos últimos 3 anos que ele nos apoiou, apoiou o seu Estado. Eu digo que quando deixam de apoiar, dão as costas ao RN. É, porque eu represento o RN. Eu não sou governadora do DEM, eu sou governadora do Rio Grande do Norte. Sempre defendi a política acima das questões menores. O Governo precisa da força de aliados.
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TG – Governadora, há menos de um ano, com o ministro Garibaldi Filho (PMDB) já afastado do Governo, o deputado Henrique Alves (PMDB) deu uma entrevista à Tribuna do Norte. Disse que o PMDB não deveria ter candidato a governador e que, como apoiava a sua gestão, a governadora Rosalba Ciarlini poderia ser a “preferência” natural. Seria a candidata com apoio do PMDB. Mas…tudo não aconteceu como na entrevista daquele domingo. E aí? O que mudou?
RC – Tem que perguntar a ele porque ele que mudou. Mudou de opinião, mudou…O senador Agenor Maria que dizia que político é como nuvens do céu, a gente olha e elas vão mudando…
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TG – Henrique quis alguma coisa no governo que a senhora não atendeu, daí ele ter deixado o apoio?
RC – Não. Mas o governo tem dificuldades e não pode de pronto atender demandas. As pessoas às vezes tem ansiedade e quer que tudo aconteça sem burocracia, sem os meios necessários para atender.
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TG – A senhora concorda que o aeroporto de São Gonçalo, a Arena das Dunas, a barragem Oiticica e o aeroporto de Mossoró são ‘obras de Henrique’?
RC – A Arena dei minha palavra quando assumi e tive que tomar uma decisão solitária. Os projetos não haviam sido pagos. Enfrentei a questão porque a gente não podia perder a oportunidade de trazer a Copa para cá. Mas tudo começou com a prefeita Micarla, a governadora Wilma, e a bancada federal. Eu era senadora e o tanto o deputado Henrique o deputado Fábio (Faria), o senador José Agripino, os deputados Felipe Maia, Betinho Rosado, o senador Garibaldi Filho…Mas quem criou as condições para viabilizar a Arena foi o Governo Rosalba Ciarlini. E no primeiro momento pós-Copa o turismo terá um crescimento de no mínimo 20%. Trazendo recursos para investirmos em saúde, educação, segurança…
A barragem Oiticica encontrei sub júdice, com superfaturamento. Fizemos o realinhamento e a obra já está em quase 30%. Oiticica foi uma decisão pessoal da presidente Dilma e uma audiência comigo.
O Aeroporto se arrastava há 16 anos e na minha campanha prometi que ele funcionaria no meu governo.
O aeroporto de Mossoró fez parte de um primeiro projeto, foi retirado, e agora voltou à tona mas para fazer um novo. Na audiência em Brasília para tratar do aeroporto, lá estávamos nós. Eu e a bancada potiguar. Já o aeroporto de Caicó, fizemos tudo que estava no projeto, aguarda somente uma visita da ANAC. Já pedi ao presidente da Câmara, Henrique Alves, ao deputado João Maia, que é da região…mas ninguém fez nada até agora…
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TG – Governadora, vamos combinar que a senhora vai jogar xadrez. Diante da senhora tem duas torres: uma chamada Robinson Faria e outra chamada Henrique Alves. Qual torre a senhora eliminaria para passar?
RC – Eu não sei jogar xadrex, só conheço uma coisa chamada Xeque-Mate. Eu gostaria de saber jogar xadrez para dar um xeque-mate.
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TG – Quem a senhora considera seu maior adversário: Robinson ou Henrique?
RC – Não estou disputando nada.
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TG – Mas a senhora é política, e todo político tem aliados e adversários…
RC – Não estou considerando um maior nem menor. Quero que todos façam mais pelo Rio Grande do Norte.


DEPUTADOS PREFEREM MINHA REELEIÇÃO

 
 
O que assusta mais hoje a governadora Rosalba Ciarlini?
A partir de agora a entrevista tem outro cenário: a Governadoria.
Manhã de segunda-feira pós domingo das Mães, onde ela passou na praia de Sagi, na pousada ITI, com o marido Carlos Augusto e os filhos Kadu, Marlos, com a mulher e filhos, e Lorena, com o marido e filhas. Faltou só Carla que mora na Alemanha.
Com espírito renovado pelos banhos de mar no fim de semana calmo, Rosalba voltou a responder cada pergunta do Blog como se fosse a primeira vez.
Falou de aplausos e vaias, mas foi mais comedida em algumas questões que para ela não eram mais surpresa pois já havia sido abordada.
No gabinete oficial, entre imagens religiosas, bolsa espalhada sobre a mesa e a luz do sol que entrava na vidraça com cortinas abertas, e mais uma vez a presença do secretário Paulo Araújo, ela falou do seu partido, o Democratas, de quem espera ainda uma conversa em torno…de sua reeleição.
Como deixa claro em cada entrelinha.
Segundo Rosalba, a herdeira de sua missão política ainda é ela própria. Os filhos fazem parte de outro contexto na educação. O de que para ser político, antes tem que se profissionalizar, trabalhar, ganhar dinheiro…pois política não é profissão.
Para Rosalba, o futuro político na família ainda é o dela. E ela deixa claro quando fala dos projetos viabilizados a longo prazo.
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Thaisa Galvão – Governadora, muito tem se falado que o DEM, presidido nacionalmente pelo senador José Agripino Maia, não vai dar a legenda para que a senhora dispute a reeleição. O que a senhora sabe sobre isso?
Rosalba Ciarlini – Ninguém pode dizer que vai dar ou deixar de dar se eu nunca tratei dessa questão com o partido. Continuo a dizer que política, eleição, disputa, vamos tratar só no momento certo. Claro que o tempo começa a diminuir mas ainda faltam 30 dias para a Copa, 60 para as convenções. Tudo agora não passa de especulações.
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TG – A senhora tem conversado com o senador José Agripino?
RC – Nós tivemos agora em Riacho da Cruz. Fomos inaugurar uma praça. Eu era senadora e uma emenda foi dele e a outra foi minha.
* TG – Nessa praça não deu para vocês sentarem num banquinho para tratar de política?
RC – Sentamos no almoço na casa da prefeita.
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TG – Falaram de política?
RC – Conversamos sobre Rio Grande do Norte. Política não conversamos. (Essa parte da entrevista foi feita na segunda-feira e ontem, quarta, Rosalba foi ao gabinete do senador José Agripino. Mas, segundo o senador, conversa amena e convite para integrar bancada e acompanhar governadora numa audiência no Ministério da Integração).
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TG – A senhora não tem conversado com os deputados?
RC – Nenhuma conversa nesse sentido. Acho que está tudo indefinido e essa definição passa por essa conversa que teremos no futuro sobre a posição do partido.
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TG – A senhora não tem conversado com o deputado Getúlio Rêgo, líder do seu governo na Assembleia?
RC – Conversas esporádicas sobre questões em alguns municípios. Getúlio tem falado sobre a vontade do partido ter candidato a governador.
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TG – Caso a executiva do DEM faça opção pela coligação com o PMDB, para formação de uma chapa proporcional, Rosalba colocará o nome para avaliação na convenção?
RC – Como não conversei sobre esse assunto, não fiz nenhuma análise. Meu tempo está tomado pelas questões administrativas.
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TG – Como está sua relação com o Palácio do Planalto?
RC – Com a presidente Dilma não tenho tido problemas. Tenho recebido tratamento republicano. Os pleitos são aprovados, na maioria. O que existe é uma burocracia muito grande.
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TG – A senhora já tem candidato a presidente?
RC – Como só vou falar sobre isso mais adiante, essa decisão só falo mais adiante.
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TG – A senhora votaria na deputada Fátima Bezerra, do PT, para o Senado?
RC – Ela tem seu partido, suas posições…vamos aguardar.
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TG – Num evento no Sebrae a senhora se referiu a Fátima como “nossa Senadora”…
RC – Um ato falho. Forma simpática de me dirigir à deputada que tem serviços prestados ao Rio Grande do Norte e é candidata.
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TG – A senhora externaria essa mesma simpatia para a pré-candidata ao Senado, Wilma de Faria?
RC – A ex-governadora ainda não definiu o que ela vai ser.
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TG – O que faria Rosalba seguir em frente e optar por um segundo mandato?
RC – Que as ações tenham continuidade. São projetos pautados pela seriedade. Fico feliz em ter dado essa contribuição.
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TG – Isso valeria a pena continuar?
RC – Continuar torcendo pelo Estado.
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TG – E o que faria Rosalba pensar duas vezes antes de encarar uma reeleição?
RC – Eu nunca fui mulher de fugir das lutas. Graças a Deus não tenho na minha história receio de enfrentar obstáculos. Mas o momento não é esse.
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Thaisa Galvão – Governadora, os políticos tradicionais do Rio Grande do Norte, todos tem um filho herdeiro político. Por que Rosalba não tem, mesmo tendo 4 filhos adultos?
Rosalba Ciarlini – Nossa maneira, minha e de Carlos Augusto, de entender que política não é profissão. A política me apareceu como missão. Eu sou médica e nunca pensei em entrar na política. Nosso foco foi educar os filhos para que cada um tenha sua profissão, vença na vida pelos conhecimentos. Se num determinado momento. eles já com a vida estabilizada, resolverem entrar para a política, nós não vamos dizer ‘não’.
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TG – Que nota a senhora daria para o seu governo?
RC – Dificíl né? Uma auto avaliação…Deixa terminar. Quando terminar…
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TG – As urnas avaliariam?
RC – Os resultados.
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TG – Os natalenses tem dito que o Rio Grande do Norte está sendo governado pelo marido da governadora, Carlos Augusto Rosado. A senhora acha que governou esse estado ou foi ele?
RC – Convivemos há 42 anos. Ele era médico para fazer por mim? Fui bem avaliada como médica, presidente da Unimed, agora querer que eu me separe do meu marido….Trocamos ideias, porque não? Ele é tão potiguar quanto eu.
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Thaisa Galvão – Govrnadora, o programa RN Sustentável é um programa para o futuro.
Rosalba Ciarlini – São 540 milhões de dólares, nunca o Rio GRande do Norte teve a capacidade para receber tudo isso. Eu quero que tudo dê certo.
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TG – A senhora deseja continuar implementando e colher os frutos?
RC – Sonho sim, com um Rio Grande do Norte melhor para meus filhos e meus netos.
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TG – O Governo do Estado está querendo contrair um novo empréstimo, mas para isso precisa da aprovação da Assembleia Legislativa. Mais uma vez a pergunta: a senhora não teme que os deputados ajam politicamente já que o ano é de eleição?
RC – O governo federal colocou esse dinheiro à disposição de todos os Estados, até para suprir a queda na receita e os deputados sabem a importância desse empréstimo. Acho que o Rio Grande do Norte é o único Estado que ainda não contraiu.
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TG – Governadora, hoje as redes sociais são uma realidade que os políticos enfrentam. Como a senhora encara as redes sociais?
RC – As redes sociais tem um lado muito positivo pois dá oportunidade ao cidadão a não precisar de intermediários. Mas acho que o uso das redes sociais precisa ser analisado porque muitas vezes a informação é errada e de propósito. É doloroso você ver o Samu sair para um atendimento que não existe, enquanto do outro lado alguém pode perder a vida por falta de atendimento. Outro exemplo foi a fuga em massa de crianças no Ceduc, uma mentira que assustou muita gente. Ms voltando ao lado bom, com a internet hoje um governo nem precisa de uma Ouvidoria.
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TG – Como a senhora encara uma vaia? A senhora já levou vaias…
RC – E os aplausos? Mas, qual o político que nunca levou uma vaia? As vaias muitas vezes são organizadas por um grupo político adversário e muitas vezes nem são direcionadas ao político, mas a um sistema.
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TG – A senhora teme um novo ‘Fora Rosalba”?
RC – É como eu disse, esses grupos organizados tem sempre uma pessoa da oposição por trás e esse tipo de movimento não cabe no Brasil de hoje.

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